Raulzito e Seus #Beatlesfacts parte final

E aí pessoal, todo mundo beleza? Espero que sim. Estou aqui de volta para terminar a nossa trilogia sobre o Raul Seixas. Então… S’imbora!
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Em 1982, Raul Seixas se apresentou em um show na Praia do Gonzaga, em São Paulo, um show histórico que tem registro em disco em uma edição super limitada, mas esse disco não contém a primeira versão de uma música que se tornou clássica em seus shows dos anos 80 e até rendeu mais uma citação de Beatles no album “Panela do Diabo“:
Roll Over Beethoven pode se dizer até que é versão de Chuck Berry, mas na versão do “papai do rock”  não existe backing vocal que é feito nas versões ao vivo do Raul, feitas pelo guitarrista solo da banda e no “Panela” pelo Marcelo Nova!
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Aí, mister JW veio com uma solução: Bom, Raul pode ter se inspirado na versão do Eletric Light Orchestra do Jeff Lynne para a canção!
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Confira, é boa pacas!
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Mas pra continuar dando crédito ao fab four, eu aleguei: “e afinal, de onde o ELO se inspirou pro backing vocal?” Ponto pra Beatlemania! HAHAHAHA.
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O Segredo da Luz, do lp de 1983, sem título (mas o disco é conhecido por obter a música “Carimbador Maluco“), é muito igual ao solo de “Here Comes The Moon” de George Harrison em 1979.
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confere a do George e tire suas conclusões:
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Apesar de Raul não fazer mais parte do cast da gravadora Eldorado (a mesma do carimbador maluco), a mesma, em 1984, lança o album “Ao vivo, único e exclusivo“, O melhor registro do Maluco Beleza ao vivo (sem sombra de dúvidas, recomendo demais), um album que começa cheio de covers, e na verdade na sua primeira versão é só de covers, mas a segunda, intitulada “Raul Vivo“, tem músicas de Raul também! Mas o interessante aqui para a matéria é citar que na edição do disco (e do cd) saiu uma versão de “Ain’t She a Sweet“, gravada no meio das sessões dos Beatles como banda de apoio de Tony Sheridan para My Bonnie (a música é tão antiga que tem versões até em 1927! quer ver?)
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E voltando ao Raul, antes da versão, ele mesmo fala que os Beatles gravaram uma versão para a música! Vou deixar o próprio falar pra vocês:
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No disco “Metrô Linha 743” no remake da faixa “eu sou egoísta“, lá está Raul cantando trecho de Imagine no fim da música!
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Considerações finais: Afinal, todo mundo sabe que muito artista, até famoso, adora citar música de seus ídolos, se sentem, enfim, até criando junto com ele, ou simplesmente dizendo um “Parabéns cara, gosto demais da tua música, olha só”.
Existe um limite entre a referencia e o plágio: Não sei a partir de quando foi estabelecido essa regra, mas a partir de que a referência a outra música passa de 8 acordes da mesma a pessoa pode ser até processada por isso. Raul sempre fez suas referências dentro dos limites. Não tenho nenhuma dúvida. E, como muito beatlemaniaco, curtiu bastante as presença dos Beatles nas coisas que o Raul fez. Eu curti bastante coletar esse material a vocês.

Abraço e até mais!
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Ps: Obrigado a Vitor Franke, JW e o pessoal que comentou nas duas primeiras matérias sobre na ajuda com informações complementares a essa matéria!
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por André Katz
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3 Respostas para “Raulzito e Seus #Beatlesfacts parte final

  1. Mais uma vez, muito bom!
    Raulzito era muito espontâneo na minha opinião, e ele gostava de Beatles, então porque não tocar Beatles? Coisas assim….

    Hey, ele não teve uma guitarra Epiphone igual a do John? Me lembro uma vez de ter visto em algum vídeo… acho…

  2. Sim! nos anos 70 ela era mais fina, ta até na capa do album gita! bem lembrado!

  3. Fechou aí com chave de ouro.
    Bacanérrimo!

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