Gibson SG Standart

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Apesar dessa guitarra aparecer na história dos Beatles em 1966, durante as gravações do disco “Revolver”, essa guitarra de George Harrison foi feita em 1964. Ele estava ligado no som das Les Paul de artistas como Eric Clapton e Jeff Beck, que tinham potentes captadores Hambucking. George ja tinha experimentado esses captadores em sua ES-345, porém não gostava do seletor Varitone da mesma, então comprou a sua SG Standart.
A primeira aparição de George com essa guitarra foi no dia 1 de maio, no show promovido pela New Musical Express, que se tornou o último concerto dos Beatles em solo inglês. George usou a guitarra durante o show inteiro e colocou o capotraste para tocar “If I Needed Someone”, música em que ele usava a sua Rick-12 cordas, em outras ocasiões.

Nessa foto podemos ver o momento exato da execução de “If I Needed Someone”, no concerto da New Musical Express. Note o capotraste na guitarra do George.

Depois disso, ele foi visto com a guitarra nos promos de “Rain” e “Paperback Writer”, gravados em 19 e 20 de maio daquele ano. Os promos foram exibidos apenas no mês seguinte em programas como Ed Sullivan e Goodbye Lucky Stars, última edição do programa Thank Your Lucky Stars, exibido no dia 25 de junho. Um dia antes da exibição do programa, George usou a SG Standart no show em Munique, que fez parte da tournê patrocinada pela Bravo em três cidades Alemãs (incluindo Hamburgo). A guitarra foi usada durante a execução de “Day Tripper” exclusivamente neste show. Nos outros dois shows George usou a Epiphone Casino (exceto em “If I Needed Someone”, em que ele usava a Rick-12 cordas). Esse momento do show em Munique foi registrado por uma câmera 16 milímetros de alguém que estava na platéia e pode ser visto no víeo abaixo (repare entre os minutos 1:37 e 1:48):

Promos de “Rain” e “Paperback Writer”:

No ano seguinte, George a usou na faixa-título do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, para dar um som mais sujo à abertura do disco. Depois disso, ela só voltou a ser utilizada em fevereiro de 1968, durante as gravações de “Lady Madonna” e “Hey Bulldog”. No dia da gravação de “Hey Bulldog” (11/02/1968), haviam câmeras filmando a sessão para capturar as imagens que seriam usadas no clipe promocional de “Lady Madonna”. Nessas imagens podemos ver a SG nas mãos de George e John:

Nesse mesmo ano, a guitarra foi usada durante as gravações do Álbum Branco em duas músicas: “Savoy Truffle” e “Everybody’s Got Something to Hide Except for Me and my Monkey”. No ano seguinte, George deu essa guitarra ao amigo Peter Ham, guitarrista da banda Badfinger, uma das “apadrinhadas” da Apple. A guitarra ficou com Peter até a morte dele, em 1974. Após isso, a guitarra ficou com o irmão de Peter, John Ham, até 2001, quando foi emprestada para exposição no “Rock and Roll Hall Of Fame”. Em 2004 a guitarra foi leiloada por 570.000 dólares. O comprador continua anônimo. Podemos ver a guitarra nas mãos de Peter Ham no promo de “No Matter What” do Badfinger:

Peter Ham com a guitarra que George lhe deu em 1969.
Por Vítor Franke.


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12 Respostas para “Gibson SG Standart

  1. Videos maravilhosos! Exceleeeeente!

    Ah, não sei se vcs ainda vão fazer outro PORRA RINGO, mas como não ahcei nenhum endereço para enviar minha sugestão, ei-la aqui http://ryuzakimakix3.deviantart.com/art/Oh-my-Ringo-144052217

  2. Eu adoro esa Guitarra, é tão diferente…

  3. nossa que guitarra linda… o George tinha muitoo bom gosto

  4. Muito, mas muito bom post mesmo Vitor!

  5. Edcarlos da Silva

    O Vitor é uma enciclopédia ambulante!!

  6. Sergio Luiz Fernandes

    William Pete Ham, lider do grupo Badfinger é um dos mais geniais músicos de todos os tempos. O líder do Badfinger suicidou-se em 1975, mas compôs mais de 100 canções sensacionais. Coisa que só um gênio pode fazer. George Harrison acertou em dar sua guitarra a esse genial guitarrista, fantástico compositor, incomparável artista. Todo mundo sempre se refere a cada um dos quatro Beatles como artistas únicos, inigualável, mas o único gênio do rock em todos os tempos chama-se Willim Pete Ham. Gênio da música, gênio da humanidade. Todos deveriam conhecer a obra deste fantástico artista

  7. Sergio Luiz Fernandes

    A produção musical e a existência Shakesperiana de William Pete Ham, o extraordinário líder da Banda Badfinger, é um caso único no universo em todos os tempos. Como Pete nasceu em 27/04/1947 e William Shakespeare teria nascido em 26/04 nos anos 1600, um dia de diferença, essa proximidade, e o fato de Pete Ham ter vindo ao mundo mais recentemente, me permite pensar que William Shakespeare deve ter mesmo existido. A explicação sobre a existência de Shakespeare pode ser explicada pela fantástica trajetória de Willim Pete Ham. E isso é ainda mais extraordinário quando ficamos sabendo que William Pete Ham não chegou a viver 28 anos. Isso é fantástico.

  8. Não gosto muito do designe dessa guitarra me lembra o batman nao sei por que ‘£’

  9. Recentemente foram descobertas canções de Pete Ham que o genial artista compôs nos anos 66 e 67,com apenas 19 anos. Seu Biógrafo, Dan Matovina,é o responsável direto pelo resgate da lenda. Se não fosse Matovina, certamente muitas pessoas estariam dizendo que músicas como NO MATTER WHAT E DAY AFTER DAY pertencem aos Beatles. Felizmente Dan Matovina, recuperando a imagem do autor genial, está provando a cada dia que Pete Ham era o cara. Um compositor inigualável, um guitarrista exuberante, um artista insuperável. O gênio criou dezenas de canções que ficaram na geladeira, mas que estão sendo mostradas ao público, aos fãs do artista. William Pete Ham é gênio musical da humanidade. A genialidade de Pete é irreproduzível na espécie humana.

  10. Com um pouco da desglamurização dos Beatles, que segundo John Lennon, eram mais famosos que Jesus Cristo, vem à tona a importância da Banda Badfinger, mas especialmente de suas duas principais estrelas: William Pete Ham e Tommy Evans que são os dois autores da música Without You que fez um estrondoso sucesso na interpretação de Harry Nilson na década de 70 e de Mariah Carey nos anos 90. Pete e Tommy se suicidaram em 1975 e 1983, respectivamente. O fato de ser uma “Banda apadrinhada pelos Beatles” segundo o entendimento de muitas pessoas, resultou numa importância menor do Badfinger e seus integrantes. Com a descoberta de Dan Matovina, Biógrafo do Grupo, de inúmeras canções de Pete, compostas ainda em sua adolescência e as muitas homenagens que estão sendo prestadas na cidade natal dele e no próprio cemitério onde o artista mítico está sepultado, a verdade está vindo a tona.. O trabalho de Dan Matovina é simplesmente espetacular, e se não fosse ele, iríamos acreditar por longo tempo que Pete era um eterno apadrinhado da Banda famosa. Pete tinha luz própria e que luz! Felizmente a história está fazendo justiça ao músico inigualável. No tempo do auge de Paul Mccartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Star, músicos ou Banda ligados aos Beatles dificilmente conseguiam vida própria. Seria impossível ameaçar a superioridade dos “Deuses do Rock”. O próprio George Harrison teve inúmeras dificuldades para incluir suas músicas no catálogo Beatleniano. Com o achado de tantas composições, Pete começa a virar o jogo e revelar aos fãs, ao público em geral quem era verdadeiramente “ o cara” daquele período. Coitado do Pete. O cara era um gênio da música e não teve seu enorme talento reconhecido na época. Quem é o culpado por isso? Pete Ham compôs cerca de 140, 150 canções, muitas delas verdadeiras preciosidades, e o surpreendente é que ele não chegou a viver 28 anos. E tocava piano e guitarra magistralmente, era um cantor diferenciado, mas, sobretudo compunha letras e canções como ninguém. Este é o diferencial. Embora um fã como eu diga de peito aberto que qualquer coisa que Pete produzisse era única e inigualável. Um Shakespeare da música.

    Alguns artistas precisam de toda uma vida para mostrar seu talento. Os menos de 28 anos de vida foram mais que suficientes para que o incomparável músico revelasse a dimensão da sua arte. Na placa que homenageia Pete Ham está escrito: Mestre da melodia. Eu acrescentaria: Gênio da música, Gênio da arte, Gênio da vida.

    Sérgio Luiz Fernandes

  11. Com um pouco da desglamurização dos Beatles, que segundo John Lennon, eram mais famosos que Jesus Cristo, vem à tona a importância da Banda Badfinger, mas especialmente de suas duas principais estrelas: William Pete Ham e Tommy Evans que são os dois autores da música Without You que fez um estrondoso sucesso na interpretação de Harry Nilson na década de 70 e de Mariah Carey nos anos 90. Pete e Tommy se suicidaram em 1975 e 1983, respectivamente. O fato de ser uma “Banda apadrinhada pelos Beatles” segundo o entendimento de muitas pessoas, resultou numa importância menor do Badfinger e seus integrantes. Com a descoberta de Dan Matovina, Biógrafo do Grupo, de inúmeras canções de Pete, compostas ainda em sua adolescência e as muitas homenagens que estão sendo prestadas na cidade natal dele e no próprio cemitério onde o artista mítico está sepultado, a verdade está vindo a tona.. O trabalho de Dan Matovina é simplesmente espetacular, e se não fosse ele, iríamos acreditar por longo tempo que Pete era um eterno apadrinhado da Banda famosa. Pete tinha luz própria e que luz! Felizmente a história está fazendo justiça ao músico inigualável. No tempo do auge de Paul Mccartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Star, músicos ou Banda ligados aos Beatles dificilmente conseguiam vida própria. Seria impossível ameaçar a superioridade dos “Deuses do Rock”. O próprio George Harrison teve inúmeras dificuldades para incluir suas músicas no catálogo Beatleniano. Com o achado de tantas composições, Pete começa a virar o jogo e revelar aos fãs, ao público em geral quem era verdadeiramente “ o cara” daquele período. Coitado do Pete. O cara era um gênio da música e não teve seu enorme talento reconhecido na época. Quem é o culpado por isso? Pete Ham compôs cerca de 140, 150 canções, muitas delas verdadeiras preciosidades, e o surpreendente é que ele não chegou a viver 28 anos. E tocava piano e guitarra magistralmente, era um cantor diferenciado, mas, sobretudo compunha letras e canções como ninguém. Este é o diferencial. Embora um fã como eu diga de peito aberto que qualquer coisa que Pete produzisse era única e inigualável. Um Shakespeare da música.

    Alguns artistas precisam de toda uma vida para mostrar seu talento. Os menos de 28 anos de vida foram mais que suficientes para que o incomparável músico revelasse a dimensão da sua arte. Na placa que homenageia Pete Ham está escrito: Mestre da melodia. Eu acrescentaria: Gênio da música, Gênio da arte, Gênio da vida.

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