Novas suspostas declarações de Lennon

O jornal inglês The Sunday Times publicou textos do jornalista Ray Connolly com trechos inéditos de entrevistas que o autor fez durante os anos em que foi responsável pela cobertura dos shows da banda mais popular do mundo, os Beatles.

No texto, Connolly assume ter sido usado como ferramenta estratégica para os desejos de John Lennon de acabar com a banda. O autor contou que por conta de um texto publicado em 1969, que levou o título O dia em que os Beatles morreram, Lennon teria até enviado um presente especial para a redação do jornal.

Connolly diz que Lennon já havia decidido acabar com a banda antes mesmo do lançamento do disco Let it Be, mas segundo o autor, o músico não tinha noção das dificuldades que apareceriam após o fim do grupo. Já em Nova York, onde foi viver com a artista japonesa Yoko Ono, Lennon teria pedido que o jornalista entregasse um recado a Paul McCartney onde sugeriria que os dois poderiam resolver os detalhes da separação do grupo sem a interferência de advogados e executivos de gravadoras.

Para o autor, Lennon encarava o fim da banda como um divórcio litigioso que McCartney se recusava a conceder. “No encontro que tivemos, Paul ficou divagando sobre os caminhos futuros, eu encerrei o assunto e apenas disse: ‘Eu quero o divórcio'”, disse Lennon.

Relação com os outros Beatles

Ray Connolly faz um radiografia da relação entre os dois Beatles mais famosos. Segundo ele, Lennon tinha consciência da importância de McCartney para sua obra. “Eu só convidei duas pessoas para trabalhar comigo em toda minha vida, uma delas foi Paul, a outra foi Yoko Ono. Paul e eu éramos os Beatles”, teria dito Lennon.

Connolly relata ainda que Lennon mantinha uma relação altamente competitiva com os outros Beatles, tanto que certa vez ele teria ficado bravo com um texto publicado por uma revista que chamava George Harrison de filósofo. “Se temos um grande músico (em reverência a Paul McCartney) e um filósofo (George Harrison), o que sobrou para mim? Doidão, eu devo ser o mais doidão de todos”, teria dito o artista.

Lennon também teria contato ao jornalista que tinha saudades do início da carreira. “Nós éramos muito melhores antes de termos nos tornado grandes. Passávamos horas tocando em clubes comuns. Meu número favorito era Elvis’s Baby Let’s Play House, demorávamos mais de 10 minutos tocando e repetíamos a mesma estrofe várias vezes, era divertido.”

FONTE

Comentário do João: Essas declarações, apesar de também serem agressivas, me parecem ter sido feitas por um John mais consciente e menos “raivoso” do que aquelas da Rolling Stones.

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