A Cortina de Ferro não foi páreo para o Fab Four

Os Estados Unidos gastaram bilhões de dólares tentando derrubar o comunismo. Os Beatles conseguiram isso com um punhado de músicas. Esta é a visão do documentarista LeslieWoodhead, que explorou a banda que conseguiu “voltar à USSR” e acabou com ela.

Seu primeiro contato com a banda foi no Cavern Club, ainda em 1962. Até ali ele não sabia o quão grandes eles se tornariam, muito menos que duas gerações de adolescentes soviéticos se voltariam contra o comunismo por causa de suas músicas.

Só quando filmou “Red Elvis”, filme sobre Dean Reed, nos anos 90, é que ele descobriu a grande influência dos FAB por trás da cortina de ferro.

“Aquilo me pôs em contato com o rock e o folk russo, o que me mostrou a importância dos Beatles por lá. De primeira, não pude acreditar. Mas as pessoas insistiam que os Beatles não só eram colossais atrás do Muro de Berlin até Vladivostok, mas que também tiveram um significativo papel em varrer o totalitarismo, mesmo que nunca tenham tocado lá juntos. Eles liberaram uma certa energia espiritual fazendo com que duas gerações de jovens soviéticos desistissem de construir o socialismo e começassem a perceber que seu inimigo de Guerra Fria, ao invés de ser uma ameaça, fazia lindas músicas. Havia uma vida lá fora bem mais divertida que a que eles estavam vivendo.”

Importar música do oeste era ilegal, então os adolescentes ouviam a Radio Luxemburgo secretamente e faziam várias gravações com as músicas. Eles copiavam elas no único vinyl que tinham – velhos papéis de Raio-X cortado em círculos. Até Sergei  Ivanov, o deputado próximo ao premier Vladimir Putin, deve ter ouvido música na ilegalidade. Ele confessou ser um Beatlemaníaco desesperado para falar com Paul McCartney quando ele finalmente tocou na Red Square em 2003.  Ele disse: “Estamos feliz por ter podido viver até que isso se tornasse possível”.

O especialista russo em rock Artemy Troitsky diz no filme: “Eles alienaram toda uma geração de jovens e bem educados garotos de sua mãe comunista. O ocidente gastou milhões para minar o comunismo e conseguiram bem menos impacto que os Beatles.”

Na Rússia, John Lennon é o Beatle mais amado. Um super-fã da banda, Kolya Vasin, disse à Woodhead que Lennon significa para eles ainda mais que significa para os russos. Woodhead relata que “Ele disse ‘Para nós John Lennon é Russo. Ele é o nosso cara.’ Ele disse que eles sentem algo tão intenso por Lennon porque sua música tem dor, ‘e nós na Rússia sabemos o que é dor'”.

Vasin organiza comemorações para o aniversário de cada Beatle.  Woodhead disse: “Filmei uma que teve para John em 9 de outubro do ano passado com uma dúzia de banda covers, todas tocando as músicas deles.”

Em Kiev, o fã Vova Katzman tem um bar chamado “The Kavern” onde fãs de todas as idades cantam as músicas da banda.  where fans of all ages sing Beatles songs.

Woodhead acrescentou: “Outras testemunhas disseram que os Beatles foram mais potentes na mudança de atitudes e coisas do que os bilhões gastos em propagandas e mísseis. Em 1962, a noção de que o rock’n’roll seria uma vasta força para mudar o mundo ainda estava começando. Ainda era tempo de Dickie Valentine e Ruby Murray, uma outra época. E quem adivinharia que, depois da América, o mais potente rock do mundo viriam da pequena e engraçada Inglaterra?”

O documentário fará parte da Beatles Week na BBC2 e BBC4 com o nome de Storyville: How The Beatles Rocked The Kremlin. A Beatles Week começa em 5 de setembro, e o filme vai ao ar dia 6 de setembro, na BBC4, às 8pm (horário de lá).

FONTE: http://www.dailyrecord.co.uk/news/editors-choice/2009/08/27/revealed-how-the-beatles-brought-down-communism-86908-21627401/

Comentário do João: John Lenin, Perestroika McCartney, Gorbachov Harrison e Ringo Stalin!

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